quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Governo discute pagar bolsa para nova classe média


A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) colocou em discussão no governo federal a possibilidade de converter o abono salarial do PIS-Pasep e o salário família em espécie de bolsa-trabalhador, que poderia incrementar em até 20% a renda de quem ganha até dois salários mínimos.

Nas contas do secretário-executivo da SAE, Ricardo Paes de Barros, se uma pessoa recebe hoje R$ 600, com a bolsa, poderá receber R$ 720 ao mês.
O governo discute ainda se o pagamento dessa bolsa teria alguma condição específica, por exemplo, condicionando sua entrega a investimentos em estudo do trabalhador. Nesse caso, a preocupação seria em como controlar os gastos de cada pessoa.

Isso não vai requerer mais gasto público, afirmou Paes de Barros na segunda-feira, durante o seminário “Desafios da Nova Classe Média”, promovido pela SAE. “O abono salarial e o salário família, em certo sentido são isso.”

O abono é equivalente a um salário mínimo e pago a quem tem cadastro no PIS-Pasep há mais de cinco anos, recebeu até dois salários mínimos por mês e trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias no ano anterior ao do pagamento. Pela complexidade dos critérios, muitos trabalhadores com direito ao abono acabam não o sacando, por falta de informação.

O salário família tem sido pago para auxílio no sustento de filhos com até 14 anos aos trabalhadores que recebem até R$ 862,60 por mês. O valor atual do benefício é de R$ 29,43 por filho.
Segundo Paes de Barros, há necessidade de se criar um sistema de proteção social maior para essa nova classe média. “(São) coisas que já temos e podemos reorganizar. Não é inventar muito.
Noticia: http://economia.ig.com.br/governo+discute+pagar+bolsa+para+nova+classe+media/n1597127263440.html

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