domingo, 31 de julho de 2011

Com US$ 100 milhões em circulação, moeda virtual 'bitcoin' chega ao Brasil

Primeiro dinheiro digital global, não atrelado a governos ou bancos, pode ser usado para comprar bens e serviços do "mundo real"

Na última quarta-feira, entrou no ar o primeiro site brasileiro que permite comprar ou vender bitcoins, uma moeda virtual não atrelada a governos ou bancos. As primeiras operações do MercadoBitcoin.com.br usaram uma cotação de R$ 24 por cada unidade de moeda digital. "As operações iniciais ocorreram em número acima do esperado, principalmente em relação à quantidade de bitcoins colocados a venda, que foi alta", diz Leandro César, criador da página.
O total de bitcoins em circulação no mundo gira em torno de US$ 100 milhões (R$ 157 mi). Esse é o valor da multiplicação do montante de bitcoins na praça (6,9 milhões) pela atual cotação do dinheiro eletrônico no MtGox, o mais importante site de câmbio, onde é vendido por cerca de US$ 14 a unidade. Os dois fatores, porém, são variáveis. Pequenos lotes de bitcoins são criados a cada dez minutos e seu preço pode se alterar conforme o mercado – uma unidade chegou a custar US$ 32.
Inventado em 2009 por um programador identificado pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, o bitcoin (ou, na abraviação comercial, BTC) se intitula a “primeira moeda digital descentralizada”. Ao contrário de outras moedas eletrônicas, que existiam só no universo virtual (como o Linden Dollar, do Second Life), o bitcoin é usado para comprar bens reais, que vão de roupas feitas com lã de alpaca a serviços como criação de logotipos ou assistência jurídica.
“Muitas pessoas também estão usando para enviar dinheiro para outros países e escapar das taxas e impostos”, afirma Leandro César.
Uma das principais características do bitcoin é o alegado anonimato dos usuários. A moeda não existe de forma palpável, cada transação é somente um código alfanumérico trocado entre quem vende e compra algo. Como não há bancos ou governos centralizando as operações, elas são praticamente impossíveis de serem rastreadas. Alguns especialistas, contudo, afirmam que uma negociação de grande valor poderia ser identificada através da triangulação de informações.
Ainda que a maioria dos produtos e serviços comercializados seja lícita, alguns sites usam o anonimato propiciado pela moeda para ofertar drogas e acessórios para produzi-las. É o caso do Silk Road. A página funciona de forma parecida com o Amazon.com, só que para vender entorpecentes. Os compradores classificam os fornecedores dizendo se são confiáveis, se receberam a encomenda e se o produto atendeu às expectativas. A única moeda aceita é o bitcoin.
Em junho, dois senadores americanos escreveram uma carta à agencia anti-drogas do governo, sobre a suposta ameaça que a moeda poderia representar. O evento, ao contrário do que os políticos esperavam, fez a cotação disparar e chegar ao pico de US$ 32. "Assim como outras tecnologias que nasceram em nichos 'nerds', como o compartilhamento de músicas, o bitcoin só se popularizou após um escâncalo", diz Leandro César, que é também consultor em Tecnologia da Informação.
Mas, para a comunidade que adotou o dinheiro digital, sites como o Silk Road não passam de efeito colateral. A real importância da moeda estaria na “causa” que ela encampa: a possibilidade de um sistema monetário entre pessoas, sem intermediários como bancos e governos. Isso significaria, além da privacidade, a ausência de altas taxas e juros que eles consideram abusivos.
A segurança da moeda é garantida, segundo a comunidade bitcoin, por um sistema engenhoso. Para que mais dinheiro seja criado, é preciso que “pepitas” de bitcoins sejam “mineradas” por garimpeiros virtuais. Em vez de picaretas, eles usam a capacidade de processamento de suas máquinas. Ao resolver problemas altamente complexos, dificilmente solucionados por um computador comum, um grupo de usuários revela uma nova pepita – e coloca a venda num site de câmbio.
A sacada está no fato de que esses cálculos, entre outras coisas, ajudam a melhorar a criptografia do sistema, evitando, por exemplo, trapaças financeiras. Nos fóruns online, especialistas enaltecem a suposta genialidade dos códigos.
Ainda assim, um usuário declarou ter alguns milhares de bitcoins furtados da carteira digital, há poucas semanas. Mas, segundo Leandro, isso aconteceu porque o computador do usuário fo invadido e senhas foram furtadas."Foi uma falha de segurança do usuário", diz.
A cada dez minutos, em média, uma nova porção de dinheiro é criada por “mineradores”. Assim, se você comprar bitcoins, em sites como o MtGox ou TradeHill, eles devem demorar esse tempo para cair na conta. Os bitcoins serão criados, em ritmo cada vez menor, até 2030, quando a quantidade de moeda se estabilizará em pouco menos de BTC 21 milhões.
Para conseguir comprar a moeda, porém, primeiro é preciso baixar um programa que funciona como carteira virtual – ou usar um similar online, em sites como InstaWallet ou MyBitcoin. Depois, já é possível correr para as prateleiras virtuais – com produtos bem reais – de lojas como Bitcoin Harbor ou Bitcoin Shopping.
Leandro afirma que comprar bitcoins no Brasil é uma operação legal. "Não é considerado câmbio, porque o bitcoin não é formalmente uma moeda", explica. "É como comprar um produto qualquer". O site cobra 0,75% de taxa por operação. A compra e venda de produtos, em geral, não é taxada – ou a cobrança é insignificante.


 

Valor de mercado da Gol derrete R$ 893 milhões em um dia

A Gol terminou a sexta-feira valendo R$ 893 milhões a menos do que começou o dia. O valor de mercado da companhia passou de R$ 4,13 bilhões para R$ 3,24 bilhões entre quinta e sexta-feira, segundo informações da Economática.
A queda no valor de mercado é consequência da desvalorização de 21,6% dos papeis da companhia no último pregão, a maior queda em um único dia desde que estreou na bolsa de valores, em 23 de junho de 2004.
A desvalorização brusca da companhia foi uma reação do mercado para a revisão das projeções para 2011, anunciadas nesta sexta-feira. A nova estimativa da Gol é de elevação de custos e redução de preços e margem operacional (Ebit).
Os analistas passaram a reduzir a recomendação de compra para o papel e as ações despencaram.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Jobim quer comprar foguetes para armar Exército e salvar Avibrás

Uma demonstração do Exército realizada nesta quinta-feira com o lançamento de foguetes “terra-terra” em seu campo operacional de Formosa (GO) foi usada para sensibilizar o Planalto a adquirir novos equipamentos para as Forças Armadas. Essa ação reforça a capacidade ofensiva do Exército e ajuda a evitar a derrocada de uma companhia brasileira que projeta, desenvolve e fabrica produtos de defesa: a Avibrás.
Capitaneado pelo ministro Nelson Jobim (Defesa), o evento contou com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, que conheceu o atual sistema de artilharia por foguetes do Exército, chamado Astros II, e obteve informações sobre seu sucessor – o Astros 2020 (lê-se vinte vinte).
O Exército quer comprar o novo sistema, que custa R$ 960 milhões. Além disso, Jobim disse que um processo de reestruturação da Avibrás se faz necessário, uma vez que a empresa nacional produz equipamentos de ponta para o mercado. A Avibras já vendeu o equipamento Astro 2020 para a Malásia por 219 milhões de euros .
“Trabalhamos nesse sentido (de comprar o Astro 2020) e vamos recuperar a Avibrás. O processo (de recuperação) está no Ministério da Fazenda e a decisão vai ser tomada em pouco tempo. Vamos dar continuidade a esse acervo tecnológico que não pode ser perdido, que é tecnologia exclusivamente brasileira”, explicou Jobim.
Após assistir ao disparo de sete foguetes, Temer disse que será um advogado dentro do governo para a aquisição do Astros 2020 para o Exército, mas não detalhou como ou quando os recursos vão ser liberados. “Você só pode estar ao lado dos grandes países se tiver instrumentos de defesa também grandiosos (...) Serei advogado desta causa”, disse.

Além do fortalecimento de armas ao Exército, o ministro Jobim promove um esforço para equipar todas as Forças Armadas. No caso da Força Aérea, o projeto principal é a compra de caças para a Aeronáutica, cuja decisão tem sido repetidamente prorrogada. Para a Marinha, o principal investimento tem relação com a criação de um submarino movido a energia nuclear.
Evolução para defesa
De acordo com o general Aderico Mattioli, a aquisição do Astros 2020 seria uma evolução para a defesa brasileira. Ele destacou que o novo sistema é composto por 49 viaturas, sendo 18 lançadores e 18 remuniciadores, além de unidades de controle e reparo.
Para Mattioli, há ainda outro ponto forte no Astros 2020, que é a unidade que faz cálculos e usa mapas digitais para definir a trajetória e alvo dos foguetes. “Ele ainda permite uma maior mobilidade e menor tempo entre o disparo e a dispersão das unidades, evitando, assim, o contra-ataque”, comentou.
De acordo com ele, o investimento de R$ 960 milhões seria feito num prazo de cinco anos. Os equipamentos seriam entregues à medida que fossem produzidos e, paralelamente, seria desenvolvida a tecnologia para a fabricação de um míssil com 300 km de alcance. “Algo que poucos países no mundo possuem”.
O Astros 2020 ainda também possibilitaria ao Exército o uso de mísseis (unidades teleguiadas que podem mudar sua trajetória no ar). Atualmente o Brasil só conta foguetes terra-terra, que além de não mudar de direção ao longo do percurso, alcançam no máximo 90 km de distância.

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/jobim+quer+comprar+foguetes+para+armar+exercito+e+salvar+avibras/n1597093697700.html

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Fusao da Sadia com Perdigão

O conjunto de ativos que a BRF (Brasil Foods) terá que vender em troca da aprovação do negócio entre Sadia e Perdigão pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) corresponde a quase um terço da capacidade produtiva da empresa e será repassado a um único concorrente. 
Com isso, o Cade busca dar escala para que a nova empresa possa competir efetivamente com a BRF. "Criamos o vice-líder", afirmou o conselheiro Ricardo Ruiz, responsável pela confecção do acordo.
Em alguns mercados, a empresa que adquirir os ativos que serão vendidos entrará com uma participação de mercado superior a 20%. Os ativos vendidos produzirão 730 mil toneladas de alimentos por ano, o correspondente a 80% da capacidade produtiva da Perdigão. 
O valor foi determinado com base na participação de mercado da Sadia ou da Perdigão em cada um dos mercados analisados, como forma de garantir que a nova empresa tenha sempre pelo menos a fatia correspondente à menor participação de mercado de uma das duas. 



O acordo com o Cade prevê ainda que, quem comprar o conjunto de ativos, não poderá demitir os funcionários por pelo menos seis meses. Além disso, a BRF não poderá recomprar nenhum ativo ou marca vendida por dez anos.
A BRF terá que vender as marcas Rezende, Wilson, Escolha Saudável, Confiança, Delicata e Doriana e outras. A empresa repassará ainda a concorrentes cadeias inteiras de produção, desde abatedouros até fábricas e centros de distribuição, para garantir que o comprador tenha escala para concorrer imediatamente com a BRF. As cadeias deverão ser integradas geograficamente nos mesmos moldes à operação hoje feita pela BRF.
Serão vendidas dez fábricas, quatro abatedouros, doze granjas, quatro fábricas de ração e oito centros de distribuição.

Anatel pode provocar apagão de parabólicas, dizem redes de TV

Grandes redes de televisão afirmam que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pode provocar um apagão de 22 milhões de antenas parabólicas residenciais espalhadas pelo país, informa reportagem de Elvira Lobato para a Folha
agência vai autorizar o uso das frequências de 3,4 a 3,6 gigahertz (GHz) para oferta de banda larga e de telefonia fixa e celular pela tecnologia de transmissão sem fio Wimax. As parabólicas usam a faixa de frequência contígua, de 3,62 GHz a 3,8 GHz.
A Globo e a Record testaram os equipamentos e constataram interferência na recepção dos canais de TV pelas antenas parabólicas e nas transmissões entre as chamadas cabeças de rede e suas afiliadas e retransmissoras.
Ontem, depois de duas rodadas de negociações com as empresas, a Anatel decidiu encomendar testes de campo antes de publicar o edital de venda das licenças.
Segundo o conselheiro da Anatel Jarbas Valente, se forem confirmadas as queixas das emissoras, o governo vai buscar uma solução técnica antes de iniciar a licitação, que deve ocorrer neste ano. 

Noticia: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/942722-anatel-pode-provocar-apagao-de-parabolicas-dizem-redes-de-tv.shtml

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A empresa aerea GOL decidiu compra WEBJET

Gol Linhas Aéreas deve anunciar na tarde desta sexta-feira (08/07), após o fechamento do mercado de ações, a aquisição da Webjet. Atualmente, a Gol é a segunda maior empresa do mercado doméstico, com cerca de 35% dos passageiros. O Grupo TAM, dono também da Pantanal, lidera com participação de aproximadamente de 44%.
O movimento da Gol também serve para evitar que grupos estrangeiros adquiram participação no mercado brasileiro. É sabido que, desde o ano passado, o grupo irlandês Ryan, proprietário da low cost Ryanair, prestava consultoria para a Webjet. Desde então, existem especulações sobre o interesse dos europeus na aquisição de ações da brasileira.
A companhia aérea da família Constantino, que completou dez anos recentemente, já adquiriu em 2007 a parte saudável da Varig, e, segundo as estatísticas de maio, tem 9% do mercado internacional a partir do Brasil. Ano passado, a família Constantino também adquiriu participação majoritária na Global Táxi Aéreo, empresa de fretamento de aeronaves executivas.
A Webjet é a quarta maior empresa do mercado doméstico, com participação de 5% e frota de 20 aeronaves Boeing 737-300 e tem posições em hubs estratégicos, como Guarulhos (SP) e Brasília (DF). A empresa já buscava parceiros e recuou, por conta da alta do preço dos combustíveis neste ano, de uma proposta de abertura de capital.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Porto chinês expande capacidade para receber supernavio da Vale

As obras de expansão da capacidade do porto Dalian, na China, foram finalizadas, o que permitirá que os mega navios de minério de ferro da Vale possam atracar no local.
"O China Transport Construction Group completou recentemente um projeto de modernização para expandir a capacidade do porto para 400 mil toneladas, ante 300 mil toneladas (anteriormente)", informou a Comissão de Administração e Supervisão de Ativos do Conselho Estatal em comunicado datado de 1º de julho.
O porto de Dalian é chave para as importações de minério de ferro do maior comprador global da commodity.
"Este é o segundo porto na China que pode receber graneleiros de 400 mil toneladas de minério", segundo a nota.
Segundo a Vale, três portos chineses --Majishan, Dalian e Dongjiakou-- são tidos como capazes de receber seus grandes cargueiros, também conhecidos como Valemaxes.
A Vale lançou em maio o Vale Brasil, maior cargueiro do mundo, com o objetivo de reduzir os custos do transporte de minério de ferro.
Em meados de junho, entretanto, a Vale teve de redirecionar o Vale Brasil, com 391 mil toneladas de minério, originalmente com destino a Dalian, para Itália.
A companhia alegou motivos comerciais para desviar o navio, mas admitiu também que ainda não tinha licença para atracar em Dalian.