A pirataria internacional está emergindo como um verdadeiro mercado, que custou à economia mundial cerca de US$ 8,3 bilhões (R$ 13,38 bilhões) em 2010. Os esforços para conter o problema tiveram pouco impacto, e os custos dos bens perdidos, resgates e outros gastos associados aos piratas podem dobrar em poucos anos. Mas a pirataria dos tempos modernos na costa da Somália não é uma aventura divertida e ousada. É um problema caro e perigoso que está crescendo numa velocidade alarmante.
Agora notório pelos frequentes sequestros de navio, de pessoas e roubos para os quais serve de cenário, o Golfo de Adem, na costa leste da Somália, tornou-se um verdadeiro vespeiro para a indústria de cargas, tanto que muitos capitães preferem evitá-lo completamente – mesmo que isso signifique estender suas viagens em até três semanas. Em vez de passar pelo golfo em seu caminho pelo Mar Vermelho até o Canal de Suez, muitos agora estão escolhendo uma rota bem mais longa que os faz dar a volta em todo o continente africano e passar pelo Cabo da Boa Esperança, no extremo sul do continente.
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